EUA e Israel atacam o Irã e matam líder supremo Khamenei em operação coordenada

EUA e Israel atacam o Irã e matam líder supremo Khamenei em operação coordenada

No sábado, 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar coordenada contra o Irã, resultando na morte do Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica. O ataque, que ocorreu durante uma reunião do Conselho de Defesa em Teerã, também matou o chefe do Estado-Maior Conjunto, Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. Segundo relatos da mídia estatal iraniana, confirmados no domingo, 1º de março, os bombardeios foram os mais devastadores da história recente do conflito entre Teerã e suas adversárias ocidentais.

Uma operação sem precedentes

As forças dos EUA e Israel atacaram simultaneamente alvos em pelo menos cinco cidades iranianas: Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Em Teerã, mísseis de precisão destruíram o complexo residencial e de comando do líder supremo, localizado nas proximidades do Palácio Presidencial. Imagens de satélite da Pleiades Neo (Airbus DS, 2026) mostram colunas de fumaça negra subindo do local, com estruturas reduzidas a escombros. O exército israelense afirmou ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis, bases de drones e instalações de defesa aérea. O Pentágono garantiu que nenhuma tropa americana foi ferida — e que os danos às bases norte-americanas no Golfo, após a retaliação iraniana, foram "mínimos".

Reações em cadeia: o Irã responde com fúria

Nas horas seguintes ao ataque, o Irã lançou mais de 150 mísseis e drones contra Israel, desencadeando sirenes de alerta em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Sistemas de defesa Iron Dome e Arrow interceptaram centenas de projéteis, mas explosões ainda foram registradas em áreas residenciais. A retaliatória não parou por aí: mísseis atingiram bases militares americanas no Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O Pentágono confirmou que, nas primeiras 12 horas, não houve mortes entre militares norte-americanos — mas o risco de escalada global aumentou exponencialmente.

Trump e Netanyahu: uma narrativa de "libertação"

Enquanto os mísseis ainda caíam, o presidente Donald Trump publicou em seu perfil no Truth Social: "Nada poderia salvar Khamenei. A inteligência dos EUA e de Israel o rastreou até o último segundo. Agora, o povo iraniano tem a chance de retomar seu país." Ele chamou a operação de "o maior momento para o Irã se libertar" e afirmou que membros da Guarda Revolucionária já estariam buscando imunidade. Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse, em inglês: "A ajuda chegou" — uma referência direta ao discurso de Trump em janeiro, quando prometeu apoio a manifestantes anti-Khamenei. A linguagem usada pelos dois líderes não foi de guerra, mas de revolução.

As vítimas e o custo humano

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, citado pela agência Fars, os ataques causaram 201 mortes e 747 feridos. Muitas das vítimas eram civis — entre elas, funcionários públicos, guardas de segurança e até crianças que estavam perto de instalações militares. Em Qom, uma escola próxima a um centro de comunicações da Guarda Revolucionária foi atingida. Em Isfahan, um hospital foi danificado, forçando a suspensão de cirurgias de emergência. As autoridades iranianas não divulgaram nomes das vítimas civis, mas testemunhas relatam cenas de caos: "O céu ficou vermelho. O chão tremeu como se o mundo estivesse se despedaçando", disse uma moradora de Karaj ao jornal Shargh.

Um conflito que já vinha se acendendo

Este não foi o primeiro ataque conjunto entre EUA e Israel contra o Irã. Em junho de 2025, os dois países destruíram instalações nucleares em Natanz e Fordow, na tentativa de impedir o enriquecimento de urânio. Washington insiste que o Irã está desenvolvendo armas atômicas — algo que Teerã nega, afirmando ter o direito soberano à energia nuclear civil. As negociações de desarmamento, que chegaram a um ponto de avanço na quinta-feira anterior (26 de fevereiro), foram interrompidas de forma abrupta. Fontes diplomáticas dizem que Trump rejeitou qualquer acordo que mantivesse o programa nuclear iraniano, mesmo que limitado.

Controvérsia política nos EUA: e se isso for um erro?

Controvérsia política nos EUA: e se isso for um erro?

Na capital norte-americana, a reação foi de choque e suspeita. Apenas o chamado "Gang of Eight" — oito líderes do Congresso (quatro da Câmara e quatro do Senado) — foi informado antes da operação. O presidente da Câmara, Mike Johnson, confirmou o briefing, mas não explicou como foi tomada a decisão. A senadora democrata Sef Monton alertou: "Isso pode se tornar a nova Guerra do Iraque — sem provas, sem plano, sem saída." Muitos senadores anunciaram que vão acelerar votações sobre a Resolução de Poderes de Guerra, que exige autorização do Congresso para ações militares prolongadas. O Pentágono, por sua vez, ainda não apresentou um plano de "dia seguinte" — nem para o Irã, nem para a região.

O que vem a seguir?

O Irã já prometeu "retaliação total". Analistas temem que os guardiões da Revolução, agora sem Khamenei, possam se dividir entre moderados e radicais. Se o poder cair nas mãos de uma facção mais belicosa, a guerra pode se espalhar para o Líbano, Iêmen e até a Síria. Enquanto isso, a ONU pede uma reunião de emergência do Conselho de Segurança — mas os EUA e Israel já afirmaram que não aceitarão qualquer interferência. A Rússia e a China, tradicionais aliadas de Teerã, condenaram os ataques, mas ainda não indicaram se irão agir além das palavras.

Por que isso importa para você

Se o Irã reagir com ataques a oleodutos ou a navios no Golfo, os preços do petróleo podem disparar — e os combustíveis no Brasil também. O mercado global de energia já respondeu: o barril de petróleo subiu 12% em uma única sessão. Além disso, o mundo agora enfrenta um novo tipo de guerra: não apenas entre exércitos, mas entre ideologias, e com o uso de inteligência artificial e drones para eliminar líderes em vez de conquistar territórios. A regra de não atacar chefes de Estado — uma norma diplomática por décadas — foi quebrada. E isso muda tudo.

Frequently Asked Questions

Como os EUA e Israel conseguiram matar Khamenei sem serem detectados?

Segundo fontes militares norte-americanas, os EUA usaram drones de longo alcance e mísseis hipersônicos, combinados com dados de inteligência coletados por satélites e agentes infiltrados. O complexo de Khamenei foi monitorado por meses, e os ataques foram coordenados para coincidir com uma reunião do Conselho de Defesa, quando ele estava em um local previsível. A precisão foi tão alta que os sistemas de defesa iranianos não tiveram tempo de reagir.

Quem pode suceder Khamenei no Irã?

O Conselho de Especialistas, um grupo de 86 clérigos, tem o poder de escolher o sucessor. Mas com a morte de líderes militares e políticos em um único dia, a sucessão está em caos. Possíveis candidatos incluem o chefe da Justiça, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Bagheri — mas ambos estão desaparecidos ou feridos. A incerteza pode levar a uma guerra interna entre facções.

O que acontece com o programa nuclear iraniano agora?

Embora os ataques tenham destruído instalações-chave, o Irã ainda possui centenas de centrifugadoras escondidas e técnicos treinados. Ainda assim, a liderança nuclear foi severamente comprometida. Se o novo regime decidir retomar o programa, será mais difícil — e mais vulnerável a novos ataques. Mas se a crise política se aprofundar, o Irã pode abandonar os esforços diplomáticos e acelerar a construção de armas nucleares como última carta de defesa.

Por que apenas o "Gang of Eight" foi avisado?

O governo Trump alegou que a operação exigia sigilo absoluto para garantir o sucesso. Apenas oito membros do Congresso — quatro da Câmara e quatro do Senado — têm acesso a informações de operações secretas de alto risco. Mas críticos dizem que isso viola a democracia: o presidente agiu como se tivesse poder absoluto, sem debate, sem voto, sem responsabilidade. Isso pode abrir caminho para futuras ações militares sem autorização constitucional.

O Irã tem capacidade de retaliar de forma devastadora?

Sim. O Irã possui mísseis balísticos de médio e longo alcance, além de drones suicidas e forças proxy no Líbano, Iêmen e Iraque. Se decidir atacar bases americanas na região, pode causar perdas significativas. Mas sua frota de mísseis é limitada — e os sistemas de defesa israelenses e norte-americanos são os mais avançados do mundo. A guerra agora é de nervos: quem cede primeiro?

Como isso afeta o Brasil?

O Brasil importa cerca de 15% do seu petróleo do Oriente Médio. Se o Golfo Pérsico entrar em colapso, os preços do diesel e da gasolina subirão aqui. Além disso, o governo brasileiro pode ser pressionado a escolher lado — entre EUA/Israel ou Rússia/China. E com a economia já frágil, qualquer aumento nos combustíveis pode desencadear protestos e instabilidade social.